A farsa da lua de 175 anos atrás

Hoje, toda notícia um pouco mais estranha é averiguada e sempre se tenta achar o maior números de fontes confiáveis para provar que o fato de fato é verdadeiro, afinal, nossa amiga internet gerou uma onde de notícias falsas e absurdas.
175 anos atrás não havia internet mas notícias estranhas circulavam, o maior meio que elas encontravam eram os jornais.

Tudo começa dia 25 de Agosto de 1835 com o jornal New York Sun publicando a maior farsa da história do jornalismo:

DESCOBERTAS ASTRONÔMICAS INCRÍVEIS
RECENTEMENTE ENCONTRADAS
POR SIR JOHN HERSCHEL, L.L.D.F.R.S &C.
No Cabo da Boa Esperança
[Do Suplemento do Jornal de Ciência de Edimburgo]


Este artigo tinha uma série de descobertas feitas por Sir John Herschel, um dos maiores observadores de estrelas daquela época,  publicadas inicialmente Jornal de Ciência de Edimburgo.


 De acordo com a matéria, Herschel, usando um “telescópio de vasta dimensão e com uma base totalmente nova”, 'descobriu 'que a Lua era habitada por vários moradores, entre eles, unicórnios, bisões, castores que ficavam em pé e humanóides inteligentes com corpos de morcego e urso. Todas essas criaturas habitando vastos oceanos e densas florestas.

Uma parte do artigo:

Certamente eles são como seres humanos, já que aqueles que perderam as asas andam eretos e de forma correta... Eles têm cerca de 1 metro e 20 de altura, são cobertos de pelos rasos com cor de cobre, exceto no rosto, e tinham asas compostas de uma fina membrana, sem pelos, confortavelmente posicionadas em suas costas desde os ombros até suas canelas.

Hoje sabemos que nada disso é verdade, apesar de John Herschel ser um astrônomo renomado, e de sua viagem pela América do Sul por um ano ter sido motivo de várias reportagens, ele não fez nenhuma descoberta enquanto esteve por aqui. Não há nenhum telescópio incrível e não há florestas lunares ou templos para pessoas-morcegos. Sequer existia um Jornal De Ciência de Edimburgo na época. Era tudo uma farsa.

 O segredo sobre as falsas informações só foi revelado dia 16 de setembro, quando Richard Adams Locke, um repórter do Sun formado em Cambridge, confessou que o artigo sobre as pessoas-morcegos e todo o resto foi criado baseado não em páginas de um jornal de ciência mas sim em sua fértil e livre imaginação. Mas nessa época a circulação do Sun era enorme e vários jornais rivais reproduziram a história.
O jornal nunca pediu desculpa pelos artigos nem admitiu a farsa.

Fonte via

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