Tecnologias da NASA que você usa/usou no cotidiano

A Nasa foi criada em 1958 pelo presidente americano Dwight Eisenhower quando o mesmo assinou a Lei do Espaço.
Desde o começo a lei exigia que a agência não somente se limitasse em invenções de botas lunares ou espaçonaves mas sim em invenções que ajudassem toda a população, e nisso a Nasa, desde o seu começo, tem mantido.

Aparelhos Ortôndonticos invisíveis
Muita gente precisa usar aparelho nos dentes para arrumá-los, muitos os temem, outros os veneram.
A queixa de muita gente é o sorriso metálico; muitas celebridades o evitam para não ficar com aquele sorriso nas ruas.
Isso hoje em dia não é mais desculpa, já que, em 1987, os aparelhos invisíveis chegaram ao mercado.
Os aparelhos são feitos de TPA (alumina translúcida policristalina). Desenvolvido pela empresa Ceradyne em conjunto com o centro de pesquisa de cerâmica avançada da Nasa, o material foi feito para proteger as antenas infravermelhas dos rastreadores de mísseis termoguiados.
Outra empresa, a Unitek, estava trabalhando nos aparelhos dentários, tentando desenvolver um design mais discreto e bonito.
Quando descobriram o TPA viram que ele era resistente o bastante e seria perfeito para o uso em aparelhos dentários.

Lentes que não arranham:
Se você está usando óculos e os deixar cair, as lentes provavelmente não quebrarão, isso porque em 1972 a vigilância sanitária dos EUA exigiu que as lentes dos óculos fossem de plástico e não de vidro.
Lentes de plástico são mais leves, absorvem melhor a radiação, são mais baratas e não estilhaçam.
Porém, lentes de plástico desprotegidas arranham com muito mais facilidade, prejudicando a visão do usuário.
A Nasa, tentando proteger principalmente o capacete dos astronautas da poeira especial, desenvolveu um revestimento que impede o arranhão nas lentes.
Uma empresa de óculos escuros, a Foster-Grant, solicitou a descoberta da Nasa e após o uso, tornou os óculos escuros dez vezes mais resistentes à aranhões sem que a capacidade de absorção de raios UV fosse comprometido (muito pelo contrário, a cobertura até aumenta a proteção).




Espuma inteligente:
Criada inicialmente para voos espaciais com a finalidade de diminuir o impacto durante os pousos, a espuma inteligente foi mais tarde usada para uso doméstico e  hoje pode ser encontrada em travesseiros, colchões, bancos de carros, revestimento de capacetes e etc.
Feita de plástico de silício-poliuretânico de célula aberta (ou espuma de poliuretano de alta resistência), a espuma inteligente tem a propriedade de redistribuir o peso e pressão de sua superfície igualmente, e, mesmo sendo comprimida em até 10% de seu tamanho original, ela volta ao tamanho de origem.
Muito usada em colchões para pessoas que necessitam ficar deitadas muito tempo e em próteses de braços e pernas pois ela tem a mesma aparência e comportamento da pele humana.

Termômetro de ouvido:
A hora de tirar a temperatura de uma pessoa pode ser bem "tensa".
Termômetros de mercúrio são difíceis de ler, termômetros retais são desconfortáveis, mas em 1991, quando o termômetro infravermelho chegou, a vida de muitos pais que precisavam tirar a temperatura de seus bebês melhorou e muito.
A Diatek, empresa americana pioneira na fabricação desse tipo de termômetro, os desenvolveu para diminuir o tempo da medição de temperatura dos pacienets em hospitais, e usou como base, a tecnologia da Nasa de medir a temperatura de estrelas por raios infravermelhos.
Alguns modelos de hospitais podem medir a temperatura em dois segundos.

Palmilha de tênis:
As roupas espaciais projetadas para as missões Apollo incluía botas especialmente feitas para proporcionar um salto nos passos dos astronautas ao mesmo tempo em que forneciam ventilação. As empresas de calçados esportivos adotaram esse tecnologia para construir tênis melhores, que absorvem o impacto nos pés e pernas.
As palmilhas inspiradas nas botas lunares distribuem o peso e assim causam menos dores.

Telecomunicação de longa distância:
A melhoria das comunicações levou décadas para ocorrerem, então esse não é um crédito exclusivo da Nasa, mas foi graças a ela (mais precisamente, graças aos seus satélites) que hoje podemos conversar com um celular, por exemplo.
Nas missões espaciais, a Nasa colocou em órbita vários satélites que comunicavam as pessoas em terra como era o espaço sideral.
Com essa tecnologia a comunicação ficou sem fronteiras e hoje você que está em São Paulo pode conversar em tempo praticamente real com um amigo em Londres.

Detector de fumaça ajustável:
Onde há fumaça, há fogo. Os engenheiros da Nasa sabiam disso quando estavam projetando a Skylab nos anos 70. A Skylab foi a primeira estação espacial americana, e os astronautas precisariam saber se um incêndio havia começado ou se gases venenosos estavam sendo liberados dentro do veículo. Em parceria com a Honeywell Corporation, a Nasa inventou o primeiro detector de fumaça ajustável com diferentes níveis de sensibilidade para prevenir falsos alarmes.

Ranhuras de segurança:
Cavar uma ranhura no concreto pode não parecer muito uma inovação, mas isso certamente nos mantêm seguros nas estradas. Também chamado de ranhura de segurança, ou grooving, esse processo simples e salva-vidas insere canais compridos e ocos no pavimento de pistas de decolagem e rodovias. (Se você acompanhou o noticiário sobre o acidente da TAM em 2007 no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, certamente deve ter ouvido falar de grooving.) Essas reentrâncias no concreto desviam o excesso de água da superfície para reduzir a quantidade de água entre os pneus e a estrada ou pista de decolagem. Isso aumenta a fricção entre as rodas e o concreto, melhorando a segurança do veículo.
Essa tecnologia foi desenvolvida pela Nasa para melhorar a decolagem de espaçonaves em pistas molhadas.
Os groovings reduziram em 85% os acidentes em rodovias.

Ferramentas sem fio:
Quando você está aspirando a poeira ou migalhas em casa com um aspirador sem fio, na verdade você está usando a mesma tecnologia que os astronautas usaram na lua. Embora a Black & Decker tenha inventado as primeiras ferramentas à pilha em 1961, a pesquisa relacionada da Nasa ajudou a redefinir a tecnologia que levou a instrumentos médicos leves e sem fio, aspiradores de pó e outras ferramentas. 
Em meados dos anos 60, para preparar as missões à lua Apollo, a Nasa precisou de uma ferramenta que astronautas pudessem usar para obter amostras de rochas e solo. A furadeira tinha de ser levíssima, compacta e poderosa o suficiente para cavar fundo na superfície lunar. Já que ligar um cabo a uma furadeira no espaço sideral seria uma façanha difícil, a Nasa e a Black & Decker inventaram uma furadeira de motor magnético movida à bateria. Trabalhando com o contexto de ambiente espacial limitado, a Black & Decker desenvolveu um programa de computador para a ferramenta que reduziu a quantidade de energia gasta durante o uso para aumentar a vida útil da bateria.

Filtros de água:
Todos sabem que água é um igrediente essencial para a vida humana.
Os astronautas precisavam de uma maneira de limpar a água que eles levavam para o espaço, já que bactérias e doenças seria altamente problemáticas.
A tecnologia de filtrar água já existia desde o começo dos anos 50, mas a Nasa queria saber como limpar a água em situações mais extremas e mantê-la limpa por períodos mais longos de tempo.
Se você observar a água filtrada, poderá detectar pequenos blocos de carvão vegetal dentro dela. Às vezes, quando você usa um filtro de água pela primeira vez, você até percebe pequenos flocos desses blocos. Esse carvão é especialmente ativado e contém íons de prata que neutralizam patógenos na água. Além de matar as bactérias na água, os filtros previnem o crescimento de mais bactérias. As empresas emprestaram essa tecnologia espacial para nos trazer os sistemas de água filtrada usados por milhões de pessoas em todo o mundo.

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